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O Príncipe que Virou Monge

  • Haniel Cal
  • há 6 dias
  • 5 min de leitura

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O Príncipe que Virou Monge


(E por que você precisa ser os dois)


Existe um dilema que todos que querem construir algo de valor—seja conteúdo, a própria realidade ou negócios—enfrentam mais cedo ou mais tarde:


Como fazer o que eu quero "dar certo" sem vender a alma?


Como construir monumentos, sem sujar minhas mãos?


Como não me perder no caminho para o topo da montanha?


Como não deixar que outros se aproveitem de mim no meio do caminho?


Como simplificar minhas soluções o suficiente para conectar com as pessoas... sem me sentir um vendedor de papinho motivacional vazio?


Como conquistar sucesso... sem perder o significado?


É um paradoxo brutal. E a maioria das pessoas escolhe um dos lados:


Lado 1: Profundidade sem resultado

Você cria conteúdo complexo, fala difícil, só consome conteúdo filosófico, denso. Só que ninguém entende. Ninguém compartilha da sua visão. Ninguém compra seu produto.


Você mantém sua "integridade intelectual". Mas morre na praia.


Lado 2: Resultado sem profundidade

Você simplifica demais. "Idiotiza" seu conteúdo. Vende soluções vazias. Se conecta com pessoas que você não confia. Fala do jeito que as pessoas querem ouvir, não do jeito que precisam ouvir.


Você cresce. Avança na carreira. Cria. Faz vendas. Você conquista. Tem bens materiais. Mas olha no espelho e não reconhece quem está do outro lado.



Mas e se existisse um terceiro caminho?


O Filósofo-Rei.


Platão tinha essa visão do governante ideal. Alguém que tinha tanto as capacidades de conquista quanto a profundidade filosófica.


Não um ou outro. Ambos.


Não um filósofo que pensa sobre governar. Mas um rei que governa filosoficamente.


A diferença é sutil. Mas crítica.



Tem uma história sobre Buda que ilustra isso perfeitamente:


Antes de se tornar um monge, Buda era um príncipe. Sidarta Gautama. Vivia no luxo. Tinha tudo.


Aí ele abdica de tudo. Vira um asceta. Um monge. Busca iluminação através da negação do mundo material.


Mas percebe algo importante:


Ascetismo extremo não era a resposta. Da mesma forma que luxo extremo não era.


O caminho estava no meio. No equilíbrio.


Ele precisava ser o príncipe primeiro para depois ter algo real para abdicar.



Porque é fácil abdicar do que você não tem.


É fácil dizer "dinheiro não importa" quando você não tem dinheiro.

É fácil dizer "fama não importa" quando você é anônimo.

É fácil dizer "sucesso não importa" quando você não tem sucesso.

É fácil dizer "luxúria não me tenta" quando ninguém te deseja.

É fácil dizer "bens materiais não importam" quando você não conquistou nada.


Mas essas são abdicações vazias.


Não tem mérito em abrir mão do que você nunca teve acesso.



Tem aquela história no Evangelho:


Um homem rico pergunta a Jesus o que fazer para alcançar a vida eterna.


Jesus responde: "Vá, venda tudo o que você tem e dê aos pobres."


O homem vai embora triste. Porque tinha muitos bens.


A maioria das pessoas lê essa história e pensa: "Nossa, que cara materialista."


Mas pensa de novo:


Do que vale julgar esse homem quando você não tem os bens dele?


É fácil dizer "eu doaria tudo" quando você não tem nada que você realmente valorize para doar.


Quando você não passou 5, 10, 20 anos, sofrendo, ralando e apanhando da vida para finalmente conquistar sucesso. E aí aparece um cara que fala que o que você precisa fazer é jogar tudo fora?


Só quando você TEM é que você sabe o quão difícil é essa escolha.



A verdade?


Você não precisa escolher entre profundidade e resultado.


Primeiro: Conquiste.


Aprenda a linguagem das pessoas. Simplifique quando necessário. Cresça. Construa audiência. Faça vendas.


Não porque você vendeu a alma. Mas porque você está construindo o veículo.


E sem esse veículo, nada tem impacto. Do que adianta sua mensagem ser boa, se não existe ninguém para ouvi-la?


Na maioria das vezes nós dizemos que "não queremos ser como eles"—que são materialistas e venderam a alma—quando na verdade nós só temos medo de passar vergonha.


Ou pior: queremos ser vistos como pessoas que "falam bonito" ao invés de pessoas que realmente impactam a vida de outras pessoas.


Primeiro você começa. Primeiro você dá a cara a tapa. Primeiro você consegue olhos sobre você.


Depois: Aprofunde.


Com uma audiência, você pode levá-los mais fundo. Você pode oferecer camadas.


Conteúdo de entrada: Simples, claro, acessível.

Conteúdo intermediário: Mais nuance, mais complexidade.

Conteúdo avançado: Profundidade filosófica total.


Você encontra as pessoas no nível que elas estão. E as leva onde elas podem chegar.


Olhe o próprio Jesus.


Marcos 4:33-34

"Com muitas parábolas semelhantes, Jesus lhes anunciava a palavra, tanto quanto podiam entender. Nada lhes dizia sem usar alguma parábola. Quando, porém, estava a sós com os seus discípulos, explicava‑lhes tudo."


Ao falar com multidões? Usava parabolas.


Mas com os discípulos? Ia mais fundo e explicava tudo.


Porque? São fáceis de lembrar, todo mundo consegue entender e são facilmente compartilhadas.


Eu demorei pra aprender isso.


E quando aprendi, foi que finalmente consegui crescer alguma página minha no Instagram.


As figuras chamativas, títulos exagerados e linguagem simples da legenda do Mente de Batalha são as parábolas.


Histórias que todos podem entender. A ARENA, não é para todos. É para quem quer se aprofundar.


E da mesma forma o livro 33 Leis de Batalhas, é ainda mais profundo. Para quem, não só quer se aprofundar, mas quer aprofundar, entender e poder implementar na própria vida e na vida dos outros.



O monge que não age é só um pensador.

O rei que não pensa é só um conquistador.


Mas o filósofo-rei?


Ele conquista com consciência. E reflete com ação.


Ele não abdica do mundo para viver em contemplação.

Ele não se afoga no mundo e esquece de contemplar.


Ele faz os dois.



A questão não é:

"Como eu evito ser superficial?"


A questão é:

"Como eu simplifico de forma estratégica para aprofundar com as pessoas certas, no momento certo?"


Você não está "idiotizando" sua fala, serviço ou identidade.

Você está traduzindo para poder alcançar o outro lado.


Você não está vendendo a alma.

Você está construindo a ponte.



Se você ainda não leu o 33 Leis de Batalha. A introdução e 1ª Lei é totalmente gratuita. Nas 33 Leis você vai aprender com histórias de grandes conquistadores e líderes a como vencer as 3 guerras da existência:

•⁠ ⁠A Guerra Interna: Leis para conquistar a si mesmo.

•⁠ ⁠A Guerra Externa: Leis para conquistar seus obstáculos e construir um império.

•⁠ ⁠A Guerra Existencial: Leis para navegar a guerra moral e existencial pela sua alma.


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Vejo vocês no livro. Mas lembre-se:


Primeiro seja o príncipe.

Depois seja o monge.


E então, seja os dois.


O filósofo-rei.


O conquistador consciente.

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